A prisão de Nicolás Maduro: Quando a ficção encosta na realidade
- Cleber de Moraes

- 4 de jan.
- 2 min de leitura
Ficção como um jogo de War
Criar Verde Louro sempre foi como jogar um tabuleiro de War:você joga o presente, planeja o futuro e se inspira nos erros e acertos do passado.
A obra nunca deu nomes diretos.Ela trabalhou com movimentos, tensões e interesses globais.
Ditadores surgem.Ditadores caem.O que permanece são disputas por território, poder e recursos.
A coincidência estrutural
No primeiro livro, Verde Louro: O Prólogo da Selva (Ano da ficção - 2029), de forma simbólica, o autor incluiu em seu universo:
— o colapso da Venezuela, tensões com a Guiana, a Amazônia como palco de conflitos, o Brasil tentando intervir para proteger seu povo, sua fauna e sua flora, as forças GPPN, e a pressão indireta de países que se colocam como superpotências.
Tudo isso não como profecia, mas como leitura estrutural do mundo.
Quando eventos reais parecem “confirmar” a ficção, o que acontece é simples:o mundo já caminhava naquela direção.
A Amazônia não é cenário
A Amazônia nunca foi pano de fundo em Verde Louro.Ela é centro de gravidade.
Não por ideologia ambiental.Não por romantização.
Mas porque todo grande conflito do nosso tempo passa, direta ou indiretamente, pela terra, pelos recursos e pela memória.
A floresta não responde a eleições.Ela apenas permanece — e por isso incomoda.

Verde Louro não pertence à direita nem à esquerda. Não pertence a governos, religiões ou regimes.
É ficção, simbólica e estrutural. E justamente por isso, às vezes, parece real demais.
Verde Louro não prevê o futuro. Ele observa o mundo jogando suas próprias peças.
A fantasia aqui não resolve. Ela expõe.
E quando a realidade se aproxima demais da ficção, talvez a pergunta correta não seja“como isso foi previsto?”, mas: “por que não quisemos ver antes?”
“Toda fantasia é fruto de uma revolta distópica.
"Há momentos em que a realidade parece tocar a ficção não como confirmação,mas como eco.
Não é previsão, e coincidência simbólica, aquela que acontece quando uma obra observa estruturas profundas do mundo e, algum tempo depois, essas mesmas estruturas se manifestam de forma concreta.
Verde Louro nasceu assim."
Cleber de Moraes




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